15 de jul. de 2009

Pashimina

Em princípio, o uso da pashmina era reservado à nobreza. Tudo começou com uma peça shahtoosh , a mais fina de todas as tramas de pashmina. Por volta do século XVIII quando governador da Cachemira presenteou um visitante de Bagdá com um desses belos xales que este tecido tornou-se conhecido dos ocidentais. Esta peça terminou nas mãos de Napoleão Bonaparte que o deu a sua esposa Josephinne. Esta por sua vez demandou peças de todas as cores possíveis dando início, assim, a paixão ocidental pela pashmina.
A suavidade da pashimina é devido ao tipo e a grossura do pelo usado na sua confecção. Esta fibra possui uma grossura inferior a 15 microns de diâmetro, o que é bastante significativo quando consideramos que o fio de cabelo humano possui uma grossura de 75 microns.
Cada cabra selvagem produz de 80 a 100 gramas de pashmina por ano. Por outro lado, o shahtoosh é consideravelmente mais fino e leve que a pashmina, podendo uma manta deste material, passar facilmente por dentro de um anel. Shahtoosh é uma combinação da palavra persa Sha que significa “Rei” e toosh “xale”. Estes maravilhosos e cobiçados xales tem sido produzidos em Cashemira e disputados pelos nobres e poderosos por muitos séculos.
Infelizmente, para colher a matéria prima do shahtoosh é necessário a morte do antílope que o produz. Sendo assim, sua exportação e venda nos países ocidentais foi devidamente proibida.
Muitos produtores de pashmina dizem que a cabra doméstica, que pode ser facilmente criada, pode produzir uma pashmina da mesma qualidade que a selvagem e bastante similar ao shahtoosh. A diferença é que a pashmina pesa o dobro do shahtoosh, mas já se desnvonvem métodos de procesamento para a criação da shahmina , um fio intermediário mais leve que a pashmina clássica.
Enquanto a pashmina é vendida por um valor que varia de US$50 a US$ 1.000 o shatoosh custa entre US$ 3.000 e US$ 15.000, ou mais.
Dizem que entre 629 e 645, o explorador chinês Hsuan Tsang, viajando entre a Ásia e a Índia, ficou fascinado com a maciez e delicadeza do shahtoosh. O primeiro europeu a visitar a Cashemira, o francês François Bernier, registrou sua admiração pelos delicados xales em 1660. a partir de 1770 estes xales se tornaram o coqueluche da nobreza européia.
Segundo o Catmando’s Shoppe Craft, existem 3 tipos de pashmina:
140 NM/2 seda com Pashmina – muitos comerciante vendem estas peças como 60% pashmina – 40% seda; 70% pashmina – 30% seda ou, 75% pashmina – 25% seda. Mas na realidade o que se tem é 45% pashmina – 65% seda.
210 NM/2 seda com Pashmina – isto é vendido como 70% pashmina – 30% seda; 75% pashmina – 25% seda. O que se tem aqui é por volta de 60% pashmina – 40% seda.
Pashmina com Pashmina – isto é 100% pashmina.
Cuidar de uma pashmina não é difícil.
Guarde seu xale enrolado para evitar desgaste na área dobrada.
O ideal é mandar lavar a seco, mas se lavar em casa tome alguns cuidados.
Não ponha na máquina, jamais. Lave à mão.
Primeiro escove com delicadeza para remover o excesso de fibras.
Basta lavar em água morna para fria, com um xampu natural e orgânico para cabelos com PH baixo. Muitos fabricantes usam o xampu Aveda, que consideram o melhor para isto. Para a secagem, torça delicadamente com a auxílio de uma toalha felpuda, estenda o xale para que reassuma seu formato natural e deixe secar sobre uma superfície plana, em área bem ventilada. Use uma escova bem macia para escovar o xale, levemente, na direção das fibras para afofá-lo. Passe com leveza com um ferro a vapor.

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